sábado, 6 de junho de 2015

Câmara aprova aumento de isenção tributária a igrejas



Cunha se elegeu amparado em dois pilares: A grana de grandes empresários (que financiaram-no na esperança de ver suas demandas legisladas no congresso) e o apoio da ala evangélica (religião à qual ele afirma pertencer). Começou seu mandato colocando em pauta a terceirização e o financiamento privado de campanhas (a primeira atende aos interesses empresariais e o segundo vem de encontro ao lobby de congressistas que só se elegem à custas de uma dinheirama danada gasta nos pleitos eleitorais, distorcendo os resultados das urnas), e agora começa a legislar em prol de seu reduto religioso. A questão é extremamente delicada, uma vez que assistimos a um crescimento sem precedentes do poder econômico de alguns segmentos religiosos (em especial o ramo evangélico neopentecostal) e talvez fosse o momento de, justamente, rever as isenções tributárias, principalmente quando se percebe claramente que o fenômeno religioso está sendo usado de laranja para enriquecer de forma criminosa alguns pastores.

Outras religiões, historicamente, não têm gozado do mesmo afã legislativo e não contam com tanto apoio governamental para se manterem de pé, como o candomblé, a umbanda e as tradições religiosas indígenas. O ESTADO LAICO foi cooptado por uma ala da religiosidade nacional, que tenta se fazer impor de modo tentacular em todas as esferas políticas, ferindo os princípios constitucionais da isonomia e defesa dos direitos da minorias. Alguém precisa colocar a boca no trombone para denunciar o sequestro do legislativo nacional (câmaras de vereadores, deputados estaduais e federais estão tomadas por pastores evangélicos) por grupos minoritários, mas que se aproveitam das brechas legais e da ignorância do povo para se fazer majoritário no cenário político de nosso país.

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